CONTATOS:

Se você quiser contratar, dar sugestões, enviar fotos e comentários para o Grupo Teatral Aslucianas, envie um e-mail para gtaslucianas@gmail.com PERFIL INSTAGRAM @GTASLUCIANAS

segunda-feira, 31 de março de 2025

DANI CAMARA FALA SOBRE O CIRCUITO CARIOCA DE ARTES DE RUA - EDIÇÃO DO MES DA MULHER

 

Crítica às performances teatrais por Dani Câmara



Flora e o Passarinho



A Gira Cia Andante com muita beleza e propriedade, ocupa o espaço público. A peça teatral “Flora e o Passarinho”, desde a ‘chegança’ até o encerramento do acontecimento cênico, move o platéia com energia e encantamento. A kombi, transporte do grupo, é o objeto principal do cenário e funciona como uma grande caixa de surpresas - ‘objeto mágico’ de onde saem corpos, ideias e imagens. 


O público é contemplado com um espetáculo harmônico, onde temas tão necessários como: cuidado com a natureza e respeito aos mais velhos, são desenvolvidos com maestria no texto dramático, que através da escolha da narrativa, da  construção dos diálogos e da sequência de ações, traz identificação e reflexão ao espectador. Os personagens são muito bem construídos pelos atores e igualmente bem traduzidos através dos outros elementos cênicos: figurino e máscaras. Figurino - uso inteligente e funcional de tecidos com movimento, utensílios e acessórios. Máscaras - confeccionadas com material orgânico, malha de coqueiro, e seu uso pontual na composição visual das cenas. 


Outro ponto alto é a música e o uso de bonecos. A música ao vivo executada pelo violonista do grupo cria sonoplastia e estímulo sonoro a partir de ações e acontecimentos cênicos do momento, e também cria camadas sensíveis com canções muito bem executadas pelos atores que são instrumentistas no espetáculo. Um espetáculo completo com a manipulação de bonecos de vara, que são os personagens principais da trama, e capturam o público com ludicidade e domínio técnico. Todo o conjunto criativo aponta para um teatro que é, ao mesmo tempo, educativo e mágico, refletindo o cuidado com o meio ambiente e com as relações humanas de uma maneira divertida e significativa.








Artistas da Terra (EGITO)


A performance de dança ghawazee das artistas Live França e Yasmin Yasin é uma verdadeira oferenda ao público, marcada pela forte presença e encantamento das bailarinas. Desde o início, com gestos simples como o oferecimento de morangos e sorrisos, elas criam uma atmosfera de doçura e conexão imediata com a plateia. Ao seguir com os movimentos do corpo e do quadril, a dança em praça pública é um poderoso gesto de empoderamento. E mesmo sem um profundo conhecimento da cultura, o público se vê refletido nos corpos das artistas, estabelecendo uma conexão profunda de identificação. 

A troca entre as bailarinas e a plateia, especialmente nos momentos de interação direta, é um dos pontos altos da performance. As artistas conseguem envolver o público com seus gestos e expressões entregando um espetáculo criativo e cheio de magia. O cenário acaba ficando secundário, a sugestão que pode contribuir com a experiência é a utilização mais criativa dos elementos cênicos para ampliar ainda mais a imersão do público. 

Em resumo a performance muito é rica pela execução, e além de nos apresentar outro universo a partir do ritmo, também cria um momento atemporal, um intervalo da aceleração do cotidiano, no qual o público é seduzido pela suavidade e sensibilidade das bailarinas, que criam um espaço de fenda do tempo, onde o gesto e a presença se tornam os principais veículos da linda experiência.




Histórias de Princesas Guerreiras


A peça Histórias de Princesas Guerreiras, do Grupo AsLucianas, é notável por sua capacidade de estimular a leitura e a imaginação do público, conduzindo-nos por narrativas que exploram novos horizontes e possibilidades de existência. Ao apresentar o universo de três guerreiras de diferentes partes do mundo, o espetáculo oferece um convite cativante à imaginação, transportando a platéia a um espaço onde múltiplas realidades se tornam tangíveis. O uso de mapas como elemento dramatúrgico é uma escolha inteligente, pois, ao incorporar a cartografia, a visualização de trajetos físicos, mas também simbólicos, ampliando a experiência sensorial e estabelecendo conexões profundas entre saberes, corpos e culturas.

A composição dos quadros cênicos é outro ponto forte da peça, criando uma dinâmica que integra o público de forma significativa no desenrolar da história. A interatividade proporcionada pelo grupo estimula uma co-criação da narrativa, fazendo com que cada espectador se sinta parte do processo. Esse envolvimento direto transforma a dramaturgia em uma experiência coletiva, onde a plateia se torna co-autora da história, refletindo sobre os temas apresentados e se conectando de forma pessoal com os personagens.

Uma sugestão para tornar o espetáculo ainda mais impactante seria explorar de maneira mais integrada a execução musical. A música, ao ser mais presente e harmônica com os outros elementos cênicos, poderia acrescentar camadas emocionais, ampliando o poder de conexão com o público e enriquecendo ainda mais a atmosfera do espetáculo. 

Outro ponto de destaque é a integração do grupo entre si e, entre o ambiente com sua habilidade de adaptação, a troca de personagens entre as atrizes e o uso de bonecos adicionam um toque de ludicidade e diversão, ampliando o apelo da peça para todas as idades, proporcionando momentos de leveza que equilibram a profundidade da narrativa. O espectáculo é, sem dúvida, uma experiência cativante, brincante e lúdica que vale a pena ser vivenciada.


Circuito Carioca de Arte de Rua



O Grupo As Lucianas merece parabéns não apenas pelo trabalho artístico, mas também pela realização do evento e pela criação do “Circuito Carioca de Artes de Rua". Sob o slogan "Promover teatro onde o povo está", o projeto leva teatro e performances acessíveis e gratuitas a um público amplo e diversificado da Zona Norte, Zona Oeste e Baixada Fluminense, promovendo a democratização do acesso à cultura.

O Circuito de Arte Carioca de Rua é uma iniciativa de grande importância social, pois é uma plataforma para que outros artistas realizem sua arte pública. E ao descentralizar as apresentações, o grupo oferece a oportunidade para que um público que poderia estar à margem das ofertas culturais tenha acesso a cultura. Além disso, a inclusão de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, cadeiras adaptadas para obesos, uma estrutura de som apropriada, e a presença de equipe de apoio logístico, assegura que todos possam vivenciar a experiência de maneira respeitosa e plena, independentemente das suas necessidades.

"Promover teatro onde o povo está" não é apenas um slogan, mas uma ação concreta de inclusão e transformação cultural. O trabalho do Grupo As Lucianas, através de um núcleo central de mulheres, não só enriquece o cenário teatral, mas também contribui significativamente para a criação de uma sociedade mais acessível e igualitária.


Crítica Teatral    Dani Câmara         @souldanicamara

Cantora, compositora, atriz, cidade do Rio de Janeiro e em São Paulo. Formada em Arte Cênicas/Direção Teatral na UFRJ, tem em sua trajetória prêmios e apresentações internacionais entre Argentina, Espanha e Portugal. Tem o Prêmio de Melhor Atriz Juri Popular no Cine Santo André SP com o Longa 'Solanas Explicado as crianças 2024, Melhor Cena e Melhor atuação Festival VR Cena 2021 com ' CORPA de Mula". Indicação melhor atriz coadjuvante Premio Musical Rio 2022 com o espetáculo musical 'Ceu Estrelado', Prêmio melhor cena pela direção do projeto "Disfarce" no Festival Internacional de Guaranésia MG 2021, Prêmio Música Sesi 2023 com "Dengo Preto", Prêmio Festival Internacional Red Bull Music, entre outros. Atualmente é apresentadora do Programa "Papo na Laje" - transmitido na TVT de SP/ Canal Comunitário do RJ e YouTube), é atriz e idealizadora do projeto teatral "Se Quiser Falar de Amor", é gestora da Empresa Cultural Corpa Negrura e desenvolve seu projeto autoral na cena contemporânea e nas plataformas de música e vídeo.



Esse projeto tem patrocínio da Secretaria Especial de Integração Metropolitana através do Programa Integra Rio 

Fotografia: Mila Barroso

sábado, 1 de março de 2025

CRÍTICA TEATRAL: RONNY PIRES FALA SOBRE AS APRESENTAÇÕES DO CIRCUITO DE FEVEREIR0

 

PEIXINHOS DO RIO



       Aline Castro e Bárbara Vento do Carimbaby, trazem com uma ótima musicalidade, gingado e paixão,  histórias de pai para filho e exaltação da mulher. Usando o Pará e Amazônia com referência. Começar o espetáculo trazendo o público para dançar, com coletes e saias , que por sinal é uma ótima ideia do figurinista. Que traz tecidos e estampas originais do carimbó, nos colocando totalmente dentro do espetáculo. Uma viagem por nossa cultura e raízes, de uma forma leve e descontraída com muito aprendizado. Uma experiência incrível!



SINTONIA E FOLIA



O grupo Sintonia Dominó, traz uma agradável vivência de canções infantis em ritmo de carnaval. Uma ótima forma de inserir as crianças no universo do carnaval de uma forma lúdica e didática. 



Eu intitulei de “Bloquinho parado” cheio de leveza e alegria, fazendo nós crianças mais velhas relembramos as alegrias de nossas crianças mais novas. Um show!



 

UM AMOR DE CARNAVAL


    “Abrasileirar” personagens icônicos do carnavalcomo Pierrô, Arlequim e Colombina é de uma genialidade que só poderia vir do Grupo Teatral Aslucianas. Que traz no texto uma história leve e engraçada para explicar um pouco sobre o carnaval. Além disso nos relembrando das clássicas marchinhas de carnaval.

            
Vale muito ressaltar, que em tempos de celular e sem interação social, as crianças super se envolveram com a história de amor trazida na peça, com uma torcida acalorada torcida pelo final feliz. Ressalto ainda a musicalidade do grupo que estava impecável, e uma marcação incrivelmente bem ensaiada, enriquecida por um figurino vivo e super carnavalesco.


                                Crítica Teatral   Ronny Pires     @ronnypiress

Ator, diretor e professor. Graduado em Licenciatura em Teatro pelo Universidade Estácio de Sá (2011), pós graduado em Psicopedagogia Institucional, Gestão Educacional pela FACI (2015) e mestrando em Ensino das Artes Cênicas pela UNIRIO. Atua desde 1999 no Grupo Gota, Pó e Poeira, renomado grupo do Espírito Santo. Onde atuou em diversas peças, sendo indicado ao prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de teatro da Tv Gazeta em 2000 com o espetáculo A Lenda do Talismã. Em 2018, recebe o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festa - Festival de teatro de Araçuaí - MG com o espetáculo A Absurda Comédia de Duas Vidas. Em 2022 vira cofundador da Cia Ayra-art e estreia seu primeiro monólogo Eu, preto! Em 2023, recebe o prêmio de melhor ator coadjuvante no Fetuba - Festival de teatro de Ubá - MG com o espetáculo Os Sacrilégios do Amor. Em 2024, estreia como diretor do espetáculo Calunga, a princesa que virou boneca. Pela Cia Mais um ponto, mais um conto e foi premiado com melhor direção no Festival de Guaçui.


Este projeto tem o patrocínio da Secretaria Especial de Integração Metropolina - Seim através do Programa Integra Rio

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

CIRCUITO CARIOCA EM CLIMA DE CARNAVAL!!!!!! FEVEREIRO , VEM AÍ!

 A PROGRAMAÇÃO DE FEVEREIRO DO CIRCUITO CARIOCA DE ARTES DE RUA JÁ ESTÁ NO AR!

E vem sambando com muita alegria!!!



LOCAL: PARQUE REALENGO SUSANA NASPOLINI - REALENGO - 18 H

R. Prof. Carlos Wenceslau, 290 - Realengo, Rio de Janeiro - RJ, 21715-000

*sujeito a alteração em caso de chuva.

Com o objetivo de transformar praças públicas em pólos culturais, o “Circuito Carioca de Arte de Rua” conta com uma programação variada para entreter públicos de todas as idades. Cada apresentação inclui um espetáculo do Grupo Aslucianas, anfitrião do Circuito, uma performance curta de artistas de rua e uma apresentação de grupos convidados. O público ainda poderá conversar com os artistas apresentados através de um bate-papo.  O Circuito é  gratuito e aberto ao público.

O “Circuito Carioca de Arte de Rua”, patrocinado pelo edital Integra Rio, contará com uma oficina formativa em teatro de rua e ao todo conta com uma programação diversificada composta por 30 apresentações gratuitas, que exploram diferentes linguagens artísticas, como música, dança e circo.

A idealizadora do projeto Luciana Ezarani afirma:“Ocupar praças com arte é tirá-las da escuridão. Queremos tornar a praça uma grande festa de arte, cultura e reflexão, pois ao estar em contato com o ambiente que é de todos, o teatro de rua tem a função de refletir esse lugar, interagindo com ele.”


CONFERE A PROGRAMAÇÃO:








A PROGRAMAÇÃO É VOLTADA PARA CRIANÇAS, ENTÃO PEGUE A SUA FANTASIA E VEM!!!

CRITICA TEATRAL: JUKA GOULART FALA SOBRE AS APRESENTAÇÕES DO CIRCUITO CARIOCA DE JANEIRO

 

Cadeira de Balanço por Caninana Produções


O espetáculo "Cadeira de Balanço", encenado pelo talentoso Dudu Gehlen, é uma preciosidade no cenário teatral de rua. Dudu, que também é o autor do texto, domina o palco com habilidade ao narrar a tocante história de sua avó, Dona Caçula, e a relação dela com o neto no interior do Maranhão.

 

Este drama inovador quebra a tradição das clássicas comédias de rua, trazendo uma narrativa emocionante, mas que em nenhum momento se torna pesada ou distante. As lembranças doces e, por vezes, imaginativas dos antepassados do protagonista fazem com que o espetáculo seja envolvente, mantendo a plateia cativada do início ao fim. Uma das grandes sacadas da montagem são as cenas interativas, onde o público é convidado a participar, criando uma conexão íntima e pessoal com a história.

 

A direção de Jefferson Santi é segura e competente, guiando a trama com sensibilidade e precisão. Os figurinos e cenários de Cleiton Almeida são belos e funcionais, embora a adição de mais cores e flores pudesse enriquecer ainda mais a representação da matriarca que fabricava coroas de flores.

 

Em resumo, "Cadeira de Balanço" é um espetáculo encantador que desperta uma saudade dos próprios antepassados, representados pela doce e memorável Dona Caçula. Uma excelente diversão que nos faz refletir sobre nossas próprias raízes e memórias.

 

Certamente, uma experiência que vale a pena ser vivida.

 

Afrolatinidade por Daniel Rodrigues Júnior

 


A performance "Afrolatinidade" de Daniel Rodrigues Júnior é uma verdadeira demonstração de destreza e arte corporal. O artista desafia a gravidade explorando, com seu corpo, as infinitas possibilidades de acrobacias e malabarismos, deixando a plateia vidrada e tensa com o espetáculo. Daniel conduz o público por uma jornada visual e física, rompendo as fronteiras tradicionais da performance de rua com sua energia contagiante e habilidades impressionantes.

 

 O Baú do Hoje por Aslucianas

 


O grupo de teatro Aslucianas apresenta "O Baú do Hoje", uma peça escrita e dirigida por Luciana Ezarani. Esta inovadora forma de mostrar o mundo contemporâneo traz à tona assuntos relevantes aos dias de hoje, como o poder das mídias sobre nossas vidas, o medo das relações sociais, a depressão, o egoísmo social e as relações tóxicas que fazem com que o ser humano se torne mais frio e robótico. Temas raros de se ver num espetáculo de rua, mas executados com maestria por Luciana e seu elenco.

 

Os cenários e figurinos de Lino Sales e a maquiagem de Debbie Lourenço são um espetáculo à parte, trazendo um colorido mágico que complementa a narrativa poderosa. No elenco, Ana Cláudia Rezende, Angel Beatriz, Cintia Travassos, Igor Cruz, Mariana Jacó e a própria Luciana Ezarani entregam performances cativantes e emocionantes.

 

Aslucianas, um grupo de teatro com foco especial em arte de rua e feminina, está em cartaz desde 2003 em todo Brasil, e "O Baú do Hoje" é mais uma prova do seu talento e relevância no cenário teatral.

 

Estas apresentações no Circuito Carioca de Arte de Rua, que aconteceu na Praça Nossa Senhora do Amparo em Cascadura, são um convite imperdível para todos que desejam se conectar com o poder transformador da arte de rua.





 Crítica Teatral:  Juka Goulart @jukagoulart

Juka Goulart é ator, produtor, dramaturgo, roteirista, figurinista e maquiador, nascido na cidade de Rio Bonito. Iniciou a carreira artística fazendo peças no Colégio Cenecista Manuel Duarte (atualmente Colégio Cenecista Monsenhor Antônio de Souza Gens) onde estudava. Mas logo depois partiu para voos maiores, foi fazer aulas de interpretação com Marcelo Caridad. A partir daí, vendo que em Rio Bonito não supria suas necessidades, procurou se formar em renomadas escolas de teatro do país, tais como: O Tablado, CAL (Casa de Artes Laranjeiras) e Escola Técnica de Teatro Martins Penna, mas nunca abandona sua cidade natal. É a partir daí que assume a direção do SoMu D Riba, o Grupo Theatral da Sociedáde Musicál e Dramática Rio-bonitènse.



Este projeto é patrocinado pela Secretaria Especial de Integração Metropolitana através do Programa Integra Rio

domingo, 5 de janeiro de 2025

E A PROGRAMAÇÃO DE JANEIRO DO CIRCUITO CARIOCA DE ARTES DE RUA ESTÁ NO AR!

 LÁ VEM! LÁ VEM!




O SEGUNDO MÊS DO CIRCUITO CARIOCA DE ARTES DE RUA ESTÁ REPLETO DE ARTE , CULTURA E REFLEXÃO!



ANOTA AÍ E CHEGA MAIS! 

PROGRAMAÇÃO GRATUITA NA PRAÇA NOSSA SENHORA DO AMPARO EM CASCADURA!

VEM!





Esse projeto é fomentado pela Secretaria Especial de Integração Metropolitana através do Programa Integra Rio

CRÍTICA TEATRAL: LEANDRO PORTO FALA SOBRE O 1º DIA DE CIRCUITO CARIOCA

     Em nosso primeiro dia de Circuito Carioca de Artes de Rua, o produtor, ator e diretor Leandro Porto comandou um bate-papo especial com nossos convidados e depois fez seu relato sobre esse primeiro dia!

CONFIRA:

    "No último dia 8 de dezembro, a Praça do IAPI da Penha foi palco de um evento Circuito Carioca de Arte de Rua. Com patrocínio da Secretaria Especial de Integração Metropolitana, por meio do Programa Integra Rio 2024, a iniciativa contou com apresentações dos grupos De 4 no Ato , Resistência Belly Black e GT AsLucianas . O evento reafirmou a força e a relevância da arte de rua como espaço de resistência cultural e democratização da cultura.

A boa participação do público local foi um dos grandes trunfos do evento. Os moradores da região responderam de forma calorosa às apresentações, enchendo a praça com aplausos, risos e expressões de encantamento. Essa interação reflete a importância de levar arte de qualidade para os espaços públicos, fortalecendo os laços comunitários e promovendo a inclusão cultural.



O espetáculo “A Farsa do Bumba Meu Boi”, do grupo De 4 no Ato , abriu uma programação de forma vibrante. Inspirado no folclore brasileiro, o grupo trouxe à praça uma apresentação envolvente, que transbordou alegria e energia. Com um trabalho cênico apurado, os artistas aprenderam a traduzir o encanto da tradição popular para o público, levando crianças e adultos a se conectarem com os sonhos e os núcleos do Brasil profundo. O espetáculo mostrou que a simplicidade pode ser arrebatadora quando é conduzida com talento e paixão.

Em seguida, foi uma vez da Resistência Belly Black brilhar com a performance “Corpo D'Água”. O grupo trouxe a ancestralidade africana à tona em uma mistura potente de dança do ventre e elementos do teatro, enaltecendo a força e a beleza da mulher negra. Com aforismos que remetem a Oxum, a apresentação foi um verdadeiro mergulho na cultura afrodescendente, evocando sentimentos de orgulho, respeito e conexão com nossas raízes ancestrais. A união entre movimento, música e teatralidade obtida em uma performance intensa e emocionante, capaz de arrepiar o público e reafirmar a importância da valorização das narrativas afro-brasileiras.

Encerrando a noite com chave de ouro, o grupo GT AsLucianas apresentou o espetáculo “O Quebra Cocos”, uma versão abrasileirada do clássico “O Quebra-Nozes”. Com humor, simpatia e uma abordagem genuinamente brasileira, o grupo encantou a plateia ao unir a grandiosidade do balé clássico com a irreverência e o calor do Brasil. A criatividade e o talento dos artistas eram evidentes em cada cena, garantindo risadas e aplausos calorosos que ecoaram por toda a praça.

Além da qualidade artística das apresentações, é fundamental destacar a relevância da iniciativa do GT AsLucianas , que atuou não apenas como parte do evento, mas também como articulador cultural. O Circuito Carioca de Arte de Rua provou ser uma ferramenta indispensável para democratizar o acesso à arte, ao mesmo tempo em que valoriza os artistas de rua, tão importantes para a cultura urbana

Vida longa a eventos como esse, que transformam espaços públicos em verdadeiros palcos de celebração e resistência cultural. Que o Programa Integra Rio continue fomentando projetos que levam arte e emoção a todos os cantos da cidade, promovendo encontros entre artistas e comunidade. Na Praça do IAPI da Penha, ficou evidente que, quando a arte encontra o povo, o resultado é sempre extraordinário: emoção, encantamento e, sobretudo, uma reafirmação de que a cultura é um direito de todos. Que o Circuito Carioca de Arte de Rua siga florescendo e inspirando!"  

                                                                                                                               LEANDRO PORTO

Mediador Cultural

Leandro Porto é um talentoso ator e produtor, cuja formação em Artes Cênicas pelo Centro de Capacitação Profissional de Artes Cênicas de Contagem (2021) e Pós-Graduação em Gestão e Produção Cultural pelo Itaú Cultural (2024) proporcionaram uma base sólida para sua carreira multifacetada nas artes. Com uma paixão evidente por seu ofício, Leandro destaca-se tanto como intérprete quanto como estrategista na gestão cultural. Sua participação na Campanha de Popularização do Teatro, com o espetáculo "Confidências de um Espermatozoide Careca", é um exemplo de seu talento no palco.



Confira