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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

A PORTA MAGICA

 2026 CHEGA CHEGANDO COM A APRESENTAÇÃO DO ESPETÁCULO

A PORTA MÁGICA

Um lindo espetáculo sobre auto conhecimento!



“A PORTA MAGICA” é o  8º espetáculo infanto-juvenil do Grupo Teatral Aslucianas. Um espetáculo que celebra a imaginação, a leitura e a autoestima

O Grupo Teatral Aslucianas apresenta A Porta Mágica, uma fábula poética e interativa que convida crianças e adultos a redescobrirem o poder das palavras, das cores e dos sons como ferramentas de transformação. A peça narra a trajetória de Maria, uma menina que, após perder a capacidade de sonhar, encontra personagens mágicos — a Maga das Palavras, o Aviador Musical e a Princesa das Cores — que a ajudam a reencontrar sua voz, sua criatividade e sua coragem.

Unindo teatro, música, dança e interação com o público, A Porta Mágica aborda de forma lúdica  temas essenciais como autoestima, expressão emocional, leitura e empoderamento infantil. A narrativa ganha vida através de cenários coloridos, trilha original e elementos visuais que transformam o palco em um grande universo onírico.

O espetáculo foi concebido para crianças a partir dos 4 anos, mas encanta espectadores de todas as idades, por sua mensagem universal: “Cada pessoa é autora da sua própria história — e a chave para abri-la está dentro de si mesma.”



SINOPSE:

“A PORTA MÁGICA" é um espetáculo infanto-juvenil, onde a protagonista Maria deve encontrar em si mesma a autoestima necessária para se comunicar. Em um quarto aparentemente comum, uma menina guarda silêncios e sonhos que já quase esqueceu. Mas, numa noite especial, algo diferente acontece: portas misteriosas se abrem diante dela e revelam um universo inesperado. O que está por trás dessas portas? Palavras que brilham, cores que dançam, sons que vibram... ou talvez algo ainda mais surpreendente. Cada passo é um convite para enxergar o mundo de outra maneira, descobrir novas formas de se expressar e, acima de tudo, acreditar que a magia pode nascer dentro de cada um de nós. A Porta Mágica é um espetáculo lúdico e poético que provoca a curiosidade, emociona e desperta a imaginação, sem nunca revelar de imediato todos os seus segredos. Afinal, certas histórias só se revelam quando são vividas. A montagem tem classificação livre e público alvo de crianças na faixa etária de 4 a 10 anos.

 

- Classificação indicativa:  LIVRE

 

- Duração: 50 MINUTOS

  

- Ficha Técnica:

 

TEXTO: LUCIANA EZARANI

DIREÇÃO: LUCIANA EZARANI E RONNY PIRES

ELENCO: ANA CLAUDIA REZENDE, ANGEL BEATRIZ, CINTIA TRAVASSOS, IGOR CRUZ E MARIANA JACÓ

TRILHA SONORA: JOÃO BATERA, LUCIANA EZARANI E RACHEL NUNES

FIGURINOS E ADEREÇOS: LINO SALLES

PREPARAÇÃO VOCAL: DANI RAMALHO

CENOGRAFIA: CACHALOTE MATTOS

ILUMINAÇÃO: BRUNO CAVERNINHA

DIREÇÃO DE MOVIMENTO: ESTEVÃO FREITAS

ASSISTENCIA DE PRODUÇÃO: VERA CRUZ

PRODUÇÃO GERAL: LUCIANA EZARANI

 

 

- Histórico do grupo:

 

Fundado em 2003 pela atriz, diretora e produtora cultural Luciana Ezarani, o Grupo Teatral Aslucianas construiu uma trajetória de 23 anos marcada pelo protagonismo feminino, pela comicidade e pela pesquisa do teatro de rua. Com sede na Zona Norte do Rio de Janeiro, o grupo tem como missão democratizar o acesso à arte, levando espetáculos a praças, escolas, universidades, empresas, centros culturais e festivais em todo o Brasil.

Ao longo de sua história, consolidou um repertório de 24 espetáculos — entre montagens adultas, infantis, de rua e peças curtas — que já lhe renderam 67 prêmios em festivais nacionais nas categorias de direção, texto, atuação, figurino, maquiagem e visagismo. O Grupo é organizador do Projeto Contarolando Histórias, voltado para ações literárias, idealizador do Circuito Carioca de Arte de Rua e da Mostra Aslucianas (já com 6 edições)

Em 2014, estreou internacionalmente na Conexão Brasil–Moçambique, integrando as comemorações oficiais do 7 de setembro em Maputo. Em 2024, se apresentou no Festival Internacional de Artes Vivas, em Bogotá, na Colômbia, representando o teatro de rua do Estado do Rio de Janeiro.

Com um elenco formado majoritariamente por mulheres e colaboradores de diferentes áreas artísticas, o Aslucianas reafirma sua relevância no teatro carioca e nacional como um coletivo que alia arte, crítica social e representatividade, transformando a rotina em poesia viva.

 

 

SERVIÇO:

MOSTRA FIRJAN SESI - TEATRO JUVENIL

FUTUROS ARTE E TECNOLOGIA

DIA 18/01/2026- 16 HORAS

GRATUITO

R. Dois de Dezembro, 63 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22220-040


RETIRADA DE INGRESSO NO SITE DO SYMPLA

https://www.sympla.com.br/evento/mostra-firjan-sesi-no-futuros---arte-e-tecnologia-teatro/3242514










NA MÍDIA









terça-feira, 16 de setembro de 2025

CIRCUITO CARIOCA DE ARTE DE RUA: CRITICA DE ANILIA FRANCISCA SOBRE A EDIÇÃO DE SETEMBRO


Brasil de Verso em Prosa

(GT Aslucianas)

"Café com Pão, Café com Pão..." e as atrizes circulam pelas cinco regiões do Brasil recitando as poesias de cada região, e cantarolando musicas e histórias nesse espetáculo para todas as histórias.

As músicas escolhidas são bem populares e fazem a plateia cantar junto, deixando a peça bem animada e participativa. A música ao vivo faz com que o público embarque em narrativas folclóricas e poesias com suavidade.

Entretanto, o excesso de elementos e adereços cênicos se faz desnecessário quando as atrizes conseguem representar corporalmente todas as intenções cênicas. Na verdade os elementos as vezes muito pequenos e que exigem as vezes detalhes na manipulação atrapalham o ritmo do espetáculo que poderia acontecer perfeitamente sem a correspondência visual, que parte redundante.


É louvável trazer nomes da literatura nacional para uma peça popular, na rua, o que já faz valer a pena essa narrativa que muitas vezes se assemelha a um sarau. O espetáculo realiza a que se propõe: valorizar arte brasileira e nossa identidade nacional"



Flautas Cariocas

(Orquestra Cariocas de Flautas)

A inusitada orquestra de flautas traz um repertório lindo, com muita personalidade e intensidade. É impressionante ver tantos instrumentos imponentes e com a sonoridade impactante - muito conhecidas dos nossos ouvidos, mas pouco vistas e execuções ao vivo.

O show não só pelas músicas muito bem executadas, mas pelas explicações entremeadas e muito pertinentes e elucidadoras de Sergio Barrenehea. A flauta é instrumento versátil pode oferecer, desde um som ágil e virtuoso até uma sonoridade mais calma e expressiva. Nesse sentido sensibilidade e a expressividade na execução das peças, que trazem vida à música e às emoções que ela pretende transmitir.


É impressionante a capacidade do grupo de tocar junto, manter o ritmo e as variações de intensidade (dinâmica) para criar uma performance coesa e muito envolvente.

Apesar de ser uma orquestra de flautas - talvez uma das únicas do Rio de Janeiro - não traz um repertório difícil, erudito - ao contrário, tiveram a felicidade de optar por músicas bem populares, que representam a música brasileira e seus múltiplos territórios e ritmos: com a capacidade de surpreender o público com um repertório ou uma abordagem inovadora que explore todo o potencial do instrumento.



Diáspora Nordestina

(Coletivo Pé na Lapa)


A intensidade e vida nesse espetáculo trazido pelo coletivo Pé na Lapa, realmente impressiona: não só pelo coro manifestadamente alegre e fazendo a plateia sentir muito prazer e pertencente dessa história e contagiante também politicamente engajada.

A peça conta a diáspora nordestina que é o deslocamento de populações da Região Nordeste do Brasil para outras regiões do país, impulsionado principalmente pela busca de melhores condições de vida e trabalho devido à seca e à falta de oportunidades em sua terra natal. Os destinos históricos incluem a Amazônia (durante o Ciclo da Borracha e outras épocas de seca) e, de forma mais expressiva, o Sudeste e o Centro-Oeste, onde os migrantes contribuíram para o desenvolvimento econômico e cultural.

Essa migração contribuiu muito para a diversidade cultural do Brasil, com
a influência da cultura nordestina em outras regiões e a preservação das tradições locais, além de contribuirem para o desenvolvimento econômico do nosso país.

Os dois narradores conduzem um elenco numeroso que recorre muitas vezes a comédia para ilustrar momentos tensos. Trazem uma coreografia harmoniosa e interessante, com figurinos bem chamativos e carnavalescos bem propícios para a rua, despojados e na estética semelhante ao grupo ao qual têm origem: TÁ NA RUA, que carrega a idéia de improviso e de simplicidade, em que a participação do público é parte essencial da cena.




Por Anilia Francisca

06 de setembro de 2025


Formada em Artes Cênicas pela UNIRIO (2004) e em direito pela SUESC (2001), é pós graduada em Arteterapia e Educação na UCAM, MESTRADO PROFISSIONAL em Teatro pela UNIRIO (2016). É DOUTORA em ARTES DA CENA na UFRJ (2024). 
Encenadora e dramaturga, já escreveu mais de 20 peças. Diretora com diversos prêmios em festivais nacionais, é fundadora e dirige há 25 anos o GENE INSANNO CIA DE TEATRO. É uma das produtoras do Ponto de Cultura eMGI - Ponto Multicultural Gene Insanno (Araruama/RJ). Professora de artes cênicas do RJ há 16 anos. Faz pesquisas sobre multifoco, teatro de autoficcão, ator criador, dramaturgias e teatro pós-dramático. Já dirigiu 5 curtas metragens, fez preparação de elenco e edição de diversos filmes, produziu e criou mais de 30 espetáculos teatrais no estado, além de festivais de artes cênicas, como o FESTAR que está na quinta edição.


quinta-feira, 21 de agosto de 2025

CRITICA TEATRAL: LEANDRO PORTO FALA SOBRE O CIRCUITO DE AGOSTO

 

O último sábado, dia 16 de agosto de 2025, trouxe à Praça da Vitória, em Nova Iguaçu, uma noite repleta de encantamento e arte de rua, pelo Circuito Carioca de Arte de Rua. O público teve a oportunidade de assistir a três espetáculos distintos, cada um explorando a narrativa, a dança e a música de maneira única, evidenciando a diversidade e a riqueza da produção cultural local e nacional.


O espetáculo de abertura, “Quem Conta um Conto Aumenta um Ponto!”, trouxe ao palco da rua a magia dos contos populares brasileiros. Baseada na tradição oral, a narrativa se desenvolve em uma festa do pijama, onde crianças-narradoras recontam histórias do folclore nacional.

A Cia Villelarte demonstrou grande versatilidade em seus atores, que transitaram com leveza entre personagens e situações, mantendo o público envolvido com humor e criatividade.

A adaptação do espetáculo de palco para a rua foi feita de forma inteligente e lúdica, aproveitando o espaço aberto da praça sem perder o dinamismo e a expressividade do texto. Os recursos cênicos, embora simplificados, foram usados com criatividade, mantendo o encanto da narrativa e permitindo uma proximidade maior com a plateia. É relevante destacar o valor de um grupo local de Nova Iguaçu se apresentar em sua própria cidade, fortalecendo a cultura regional e a conexão entre artistas e comunidade. A experiência, divertida e de alta qualidade, deixou claro que a tradição oral continua viva e pulsante quando conduzida por artistas comprometidos.

Em seguida, o público foi transportado para um universo mágico com “Encontro das Sereias”, performance do Grupo Kianda Cia Multicultural. O encontro entre Kianda, a sereia preta de Angola, e Iara, a sereia indígena da Amazônia, foi representado por meio de dança, canto e percussão, criando um espetáculo musicalmente envolvente.

A performance destacou a importância de resgatar e valorizar os povos ancestrais e originários, usando a dança do carimbó como ponte cultural entre África e Brasil. A força poética do espetáculo aliou-se à consciência ambiental, convidando o público à reflexão sobre a preservação das águas e da natureza. A fluidez dos movimentos, a sincronização musical e a expressão corporal da artista demonstraram sensibilidade estética, resultando em um espetáculo musicalmente interessante.


O fechamento da noite ficou por conta de “Amaré – Contos do Mar”, do Grupo Aslucianas, que trouxe uma abordagem poética e musical para histórias ligadas ao mar. Com base nas obras de Rubem Braga, Hans Christian Andersen e nas canções praieiras de Dorival Caymmi, o espetáculo combinou ludicidade e consciência ambiental, apresentando temas de sustentabilidade com leveza e sensibilidade.

A trilha sonora original destacou-se como um dos pontos altos, tornando-se marcante e envolvente, permanecendo na memória do público mesmo após o término da apresentação. A combinação de música, narrativa e contação criou uma atmosfera acolhedora e encantadora, reforçando a capacidade do teatro de rua de dialogar com públicos de todas as idades. A leveza do espetáculo, aliada à relevância da mensagem ambiental, evidenciou a força da poesia e da música como ferramentas educativas e sensíveis.


O Circuito Carioca de Arte de Rua na Praça da Vitória mostrou-se mais uma vez como espaço de valorização da cultura local e do teatro de rua. Cada espetáculo trouxe seu universo próprio, seja pelo humor e lúdico da Cia Villelarte, pela beleza e ancestralidade do Grupo Kianda, ou pela poesia musical do Grupo Aslucianas. A diversidade artística, a qualidade das performances e o envolvimento do público reafirmam a importância de investir na arte local e na democratização do acesso à cultura, especialmente em espaços abertos e acessíveis como a Praça da Vitória.



 

Leandro Porto

Mediador Cultural

@arteepalcoproducoes


Leandro Porto  é a
tor, diretor e produtor, cuja formação em Artes Cênicas e Pós-Graduação em Gestão e Produção Cultural proporcionaram uma base sólida para sua carreira multifacetada nas artes. Com uma paixão evidente por seu ofício, Leandro atua não apenas como intérprete, mas também como estrategista na gestão cultural, tem experiência em festivais de teatro regionais, nacionais e internacionais. Faz parte do Corpo Pedagógico de Juri dos Festei, Festival Nacional de Ibiúna desde a primeira edição e possuí experiência internacional em Festivais de teatro, tendo feito residência no Festival de Teatro de Tacna, no Peru. Possui registro e DRT como Ator, Diretor de Produção e Diretor Teatral.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

CRITICA TEATRAL: JUKA GOULART FALA SOBRE A EDIÇÃO DE JULHO DO CIRCUITO CARIOCA DE ARTE DE RUA

 

Circuito Carioca de Teatro de Rua – Espetáculos que encantam e convidam a sonhar

A Domadora de Bicicletas – Marmotagem e Cia.




Com ternura e humor, a palhaça Marmota (Tina Carvalho) nos leva de volta aos tempos mágicos dos circos. Em uma sequência leve e divertida, ela conquista o público — especialmente as crianças — com sua graça e habilidade. O visual do espetáculo é encantador: figurinos criativos e um cenário construído com elementos da bicicleta enriquecem a cena. A luz natural do dia pedia uma maquiagem mais marcante para destacar ainda mais os detalhes. A bicicleta, anunciada como protagonista, poderia ter ganhado mais espaço na narrativa. Mesmo assim, é um espetáculo doce e envolvente que provoca sorrisos e desperta memórias afetivas.





O Malandro das Cores – Grupo Origens


Cheio de brilho e gingado, "O Malandro das Cores" é pura celebração! Marcos Bandeira desfila talento com cada dança e gesto, narrando a mistura de culturas que forma o Brasil. O ponto alto? A emocionante performance de Marinheiro Só, eternizada por Clementina de Jesus, cantada em coro pela plateia. É a prova viva de que arte une todas as idades. Os figurinos são luxuosos e vibrantes, embora uma maquiagem mais elaborada pudesse completar o visual. Um espetáculo belíssimo — pena que tão breve.






Contarolando Luiz Gonzaga – Aslucianas


Recontar a trajetória de Luiz Gonzaga nunca é demais. Em "Contarolando Luiz Gonzaga", o teatro mostra sua força: em menos de uma hora, somos levados por músicas, figurinos e histórias que retratam a alma do povo nordestino — guerreiro, alegre e resistente. A encenação mergulha com sensibilidade na vida do Rei do Baião, embalada por canções inesquecíveis e visuais encantadores. É um convite à alegria e ao orgulho de nossa cultura.


O Circuito Carioca de Arte de Rua, realizado em Macaé, é mais que um festival — é um abraço da arte na cidade. Uma experiência imperdível para quem deseja se emocionar, sorrir e se conectar com a potência criativa dos artistas brasileiros.

 




 Crítica Teatral:  Juka Goulart @jukagoulart

Juka Goulart é ator, produtor, dramaturgo, roteirista, figurinista e maquiador, nascido na cidade de Rio Bonito. Iniciou a carreira artística fazendo peças no Colégio Cenecista Manuel Duarte (atualmente Colégio Cenecista Monsenhor Antônio de Souza Gens) onde estudava. Mas logo depois partiu para voos maiores, foi fazer aulas de interpretação com Marcelo Caridad. A partir daí, vendo que em Rio Bonito não supria suas necessidades, procurou se formar em renomadas escolas de teatro do país, tais como: O Tablado, CAL (Casa de Artes Laranjeiras) e Escola Técnica de Teatro Martins Penna, mas nunca abandona sua cidade natal. É a partir daí que assume a direção do SoMu D Riba, o Grupo Theatral da Sociedáde Musicál e Dramática Rio-bonitènse.



domingo, 22 de junho de 2025

CRÍTICA TEATRAL: RONNY PIRES FALA SOBRE O CIRCUITO DE JUNHO - EDIÇÃO DOS NAMORADOS

 Crítica – “Velho Circo, Novo Mundo” (Palhastônicos)



Com uma cenografia elegante em tons neutros e figurinos que dialogam com delicadeza, o espetáculo Velho Circo, Novo Mundo surpreende pela beleza visual e pela precisão cênica. Mas é na musicalidade que ele realmente brilha: composições envolventes, executadas com domínio e sensibilidade, fazem da trilha sonora uma protagonista silenciosa da narrativa.


O texto, recheado de ditados populares e referências à literatura brasileira, conecta humor e cultura de forma inteligente. O jogo entre os artistas é afinado, vivo, e a relação com o público — especialmente na rua — é leve, calorosa e cheia de escuta.


Um espetáculo sensível, divertido e tecnicamente muito bem construído. Vale (muito) ser visto.




🎤 Crítica – “Amor e Rima” (Nego Zú)



Nego Zú entrega em Amor e Rima muito mais do que um show de rap: entrega presença, verdade e afeto. O espetáculo é um encontro entre batida e sentimento, onde a poesia urbana atravessa o ritmo com delicadeza e força.


Cantando o amor e o pertencimento a partir da vivência preta periférica, ele constrói pontes entre a potência da arte e as urgências sociais do nosso tempo. As letras falam de ascensão, de resistência, de autoestima — sem romantizar a dor, mas com honestidade e esperança.


Na praça, seu carisma estabelece uma conexão imediata com o público. É arte que acolhe, que denuncia, que pulsa no coletivo. Amor e Rima emociona, eleva e convida à escuta. Um show que nos faz lembrar que amar, rimar e resistir seguem sendo atos revolucionários.


🎭 Crítica – “O Folclore do Amor” (Grupo Aslucianas)



O Folclore do Amor é um espetáculo encantador que mistura humor, cultura popular e afeto com leveza e poesia. A história de Literário e Cordelina — um casal em pé de guerra tentando entender o que é o amor — diverte e emociona com um texto repleto de referências à nossa literatura, à história do Brasil e à música popular.


A trilha sonora, recheada de clássicos da MPB e do cinema, embala a narrativa com charme e nostalgia. O elenco tem carisma, ritmo e entrega um trabalho cheio de vitalidade, especialmente em espaços públicos, onde o grupo brilha na proximidade com o público.


A única ressalva fica para a parte técnica: aspectos de som e microfonação ainda podem ser mais bem ajustados para valorizar toda a potência da encenação. Mas isso não compromete o encanto geral da peça, que é divertida, brasileira e apaixonante.


            Crítica Teatral   Ronny Pires     @ronnypiress



Ator, diretor e professor. Graduado em Licenciatura em Teatro pelo Universidade Estácio de Sá (2011), pós graduado em Psicopedagogia Institucional, Gestão Educacional pela FACI (2015) e mestrando em Ensino das Artes Cênicas pela UNIRIO. Atua desde 1999 no Grupo Gota, Pó e Poeira, renomado grupo do Espírito Santo. Onde atuou em diversas peças, sendo indicado ao prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de teatro da Tv Gazeta em 2000 com o espetáculo A Lenda do Talismã. Em 2018, recebe o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festa - Festival de teatro de Araçuaí - MG com o espetáculo A Absurda Comédia de Duas Vidas. Em 2022 vira cofundador da Cia Ayra-art e estreia seu primeiro monólogo Eu, preto! Em 2023, recebe o prêmio de melhor ator coadjuvante no Fetuba - Festival de teatro de Ubá - MG com o espetáculo Os Sacrilégios do Amor. Em 2024, estreia como diretor do espetáculo Calunga, a princesa que virou boneca. Pela Cia Mais um ponto, mais um conto e foi premiado com melhor direção no Festival de Guaçui.


Este projeto tem o patrocínio da Secretaria Especial de Integração Metropolina - Seim através do Programa Integra Rio

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